Graça e paz. Nesta aula de número 7, do nosso curso de Discipulado Cristão, iremos estudar sobre a oração e o jejum. Que o Espírito Santo trabalhe em teu coração, e te conceda graça e conhecimento, em nome de Jesus.
Em Mateus 6:9-13, em resposta aos pedidos dos discípulos, Jesus lhes apresenta a oração modelo: "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!"
Em Mateus 21:22, Jesus afirma: “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis”.
Então, o que é uma oração? A oração é uma conversa. Diariamente conversamos com várias pessoas e através das palavras compartilhamos os nossos sentimentos, vontades, interesses e etc. Da mesma forma em que sentimos a necessidade de conversar com as pessoas, sejam elas conhecidas ou não, o nosso coração sente a necessidade de conversar com Deus, e compartilhar com ele as nossas dores e anseios, pois no íntimo sabemos que ele é o amigo fiel.
Deus gosta e quer conversar com todos os seres humanos. Ele tem o interesse em saber por nossos lábios como foi o nosso dia, pois muito anela pela nossa amizade. Embora ele saiba exatamente de todas as coisas e nada escapa aos seus olhos, ele deseja ouvir da nossa boca a nossa versão e percepção da história. Enquanto nós falamos, ele sente as nossas emoções, se alegra conosco e cura as feridas da alma. É muito bom ser amigo de Deus, pois ele nos entende, nos sustenta e nos fortalece plenamente. Quando o fiel ora, ele está falando diretamente com Deus, o Pai de toda a criação. Toda oração deve ser dirigida ao Pai e somente ao Pai. É dele que vêm as bênçãos que precisamos. Jesus veio a este mundo nos falar do Pai, e enquanto esteve aqui, só falava do Pai.
Jesus é mediador entre Deus e os homens. Por isso toda oração dirigida ao Pai, deve ser feita em o nome de Jesus. Deus não ouve nenhuma oração que não seja por intermédio de Jesus. Veja um exemplo de como aplicar esta verdade em sua oração. Comece a tua oração assim: “Senhor meu Deus e Pai, venho a ti nesta oração por intermédio de Jesus…”. E ao finalizar tua oração, diga: “Estas são as bênçãos que te peço e já te agradeço em nome de Jesus. Amém!”. E outra coisa: em toda oração precisa haver o sincero pedido de perdão dos pecados, porque nós estamos sempre pecando e o pecado desperta a ira de Deus.
A oração deve ser sempre objetiva e não palavras ao vento. Quando conversamos com alguém com o objetivo de apenas bater papo, dificilmente obteremos plenamente a sua atenção e obviamente também não seremos levados a sério. Nada naquela conversa será levado a sério por ambas as partes. Da mesma forma quando conversamos com Deus, devemos ter uma conversa sadia, equilibrada e objetiva. Devemos compartilhar o nosso sentimento com Deus, abrir o nosso coração e falar sempre a verdade. Se existe alguém que pode nos ajudar, este alguém é o Senhor de toda a terra. Devemos chegar diante de Deus com toda a sinceridade e propósito no coração. Não podemos chegar diante dele, indecisos e sem saber o que realmente queremos. Abrindo a Bíblia Sagrada, lá na carta de Tiago, no capítulo 1, dos versos 5 ao 7, está escrito: "E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.". Portanto não há respostas para aquele que não sabe o que quer. Antes de falarmos com Deus devemos ter a nossa oração bem definida no coração, porém nada impede que se acrescentem palavras no decorrer da mesma. A oração não é a leitura de um texto formal, mas uma expressão do coração. A oração que Deus quer ouvir é aquela produzida cem por cento pelo coração.
Saiba que, ao orarmos, falamos com Deus, e se com fé temos a certeza de que ele nos ouve, então nossas orações são respondidas. Veja o que Jesus disse em primeira João 5:14-15: "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito."
Então, se já sabemos que o Pai nos ouve, o que poderia dar errado em nossa oração? Quais impedimentos poderiam surgir à nossa oração?
Quando falamos com Deus, a nossa oração corta o universo e sobe até o trono da graça. E até chegar lá, a oração enfrenta obstáculos poderosos, por isso a Bíblia nos adverte a insistir sempre na oração, e a orar sem cessar.
Não devemos pedir o mal ao próximo ou desejar a vingança. Você foi chamado para ser uma bênção, e também a amar, a perdoar o teu inimigo, e a proclamar a libertação aos cativos pelo pecado. Lembre-se de que o Senhor é o Justo Juiz citado em 2 Timóteo 4:8. E saiba que, o que se planta se colhe, como está escrito na carta aos Gálatas 6:7. Então, a tua oração só será ouvida se ela for com o propósito de manifestar a glória de Deus. Você pode orar para que em determinada situação a justiça seja feita, porém uma oração rancorosa e vingativa jamais será ouvida. Devemos pedir a Deus que limpe o nosso coração, pois a vingança pertence exclusivamente ao Senhor, e no seu devido tempo ele dará a devida paga ao opressor.
Devemos orar e vigiar e não provocar a ira de ninguém, pois Deus sabe de tudo e a tudo vê. Ele sabe quem provocou a situação. Saiba que o julgamento começa pela casa de Deus. Então, quando você pede para Deus julgar alguém, o primeiro a subir na balança da justiça de Deus será você mesmo. Então, ame mais.
Devemos ter fé e ousadia em nossas orações para reivindicar todas as bênçãos prometidas pelo Senhor, e que estão contidas nas Escrituras Sagradas. Porém, devemos entender a vontade soberana de Deus para as nossas vidas, e que nós somos criaturas e ele o Criador, nós somos servos e ele o Senhor. Não temos o direito de ofender o Criador porque os nossos pedidos não foram atendidos. Deus não nos deve nada, nós é que devemos tudo a ele. Devemos respeitar a vontade e o tempo de Deus. O Deus Altíssimo está assentado num alto e sublime trono, e não pode ser surpreendido por nada. É ele quem está no controle do tempo e das circunstancias, e o acaso não existe. Então siga os conselhos do apóstolo Pedro: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." 1 Pedro 5:7.
Os resultados que podes obter na oração dependem da tua fé e da vontade de Deus. A nossa vontade precisa estar alinhada com a vontade de Deus. Os planos de Deus são sempre os melhores, precisamos confiar nele. Por isso, ao fazermos as nossas petições, devemos pedir que o Senhor faça segundo a sua vontade e não a nossa. A vontade de Deus é sempre perfeita e agradável.
A Bíblia apresenta alguns resultados obtidos na oração. Vejamos:
Elias orou para que chovesse após três anos de seca, e choveu, e choveu muito. Ele orou diante de uma multidão para que descesse fogo do céu e o fogo desceu e consumiu o holocausto e a água ao redor do altar. Orou para que o filho da viúva ressuscitasse, e o menino ressuscitou.
O profeta Daniel pediu a Deus a interpretação do sonho de Nabucodonosor, e o Senhor lhe deu a interpretação. O ímpio rei Manasses implorou a Deus pela sua vida, e o Senhor, supreendentemente o ouviu e o livrou da morte certa. Surpreendente, porque Deus queria matar Manasses que muito lhe provocara a ira. A misericórdia de Deus é fantástica.
A humilhada e tristonha Ana pediu um filho a Deus, e o Senhor lhe abriu a madre, e lhe deu um filho profeta em Israel, o menino Samuel, que também teve vários irmãos.
Jesus vivia constantemente em oração e somente assim teve forças para cumprir o seu ministério e realizar por completo a obra da salvação consumada na cruz do calvário.
A oração torna crentes fracos, em gigantes diante de Deus. O Pai pôde e quer mudar a tua história, basta que você tenha fé e se aproxime dele com um coração sincero. Comece dedicando cinco minutos do teu dia a comunhão com o Deus Criador. Dobre os joelhos em reverencia a majestade divina e ore pela manhã ao acordar, ore em pensamento no caminho da ida e da volta do trabalho, ore sempre que o seu coração desejar. Mesmo em ambientes movimentados, apenas feche os olhos e mergulhe fundo na oração diante de Deus. Não se preocupe se as lágrimas caírem, pois é Deus curando o teu coração. Lembre-se, a alegria do Senhor é a nossa força.
Tenha o teu momento de gratidão ao final do dia, compartilhe com o Senhor tudo o que você viveu ao longo do dia e ele te fortalecerá. Ore em pé, ore de joelhos, ore de cócoras, ore com o rosto em terra, ore em pensamento, ore a viva voz, ore, ore e ore. Seja um crente de oração e verás o que Deus irá fazer em tua vida. Diz a letra de uma canção que, antigamente Deus operava mais, porque os crentes também oravam mais. Pouca oração, pouco poder. Muita oração, muito poder. Poder para fazer o inferno estremecer, para o milagre acontecer, para Deus mudar situações. A oração é uma arma que Deus colocou a disposição do cristão, então a use com fé, em qualquer dia, a qualquer hora e em qualquer lugar.
Há um ditado antigo que diz: “quando a oração para, o jejum prossegue”. O jejum é a continuidade da oração, sendo também uma arma importantíssima que Deus colocou à disposição da igreja, e é para ser usada com frequência e sabedoria.
Segundo o dicionário Aurélio, jejuar é “abster-se de algo” e o jejum é a “abstinência total ou parcial de alimentação em certos dias…” E também segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, jejum é a “Prática de não se alimentar por certo tempo. Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida e exclui a exibição. Em ocasiões especiais, a igreja seguindo o costume judaico, era convocada para jejuar”.
Então, qual a necessidade do jejum? Jejuamos quando encontramos barreiras onde a nossa oração parece não ter a eficácia necessária. Situações em que a oração por si só não apresenta resultados satisfatórios. Então nesses casos devemos lançar mão do jejum.
Há três tipos de jejum bíblico: o relativo, o parcial e o absoluto.
a) O jejum relativo é aquele em que você se abstém de algumas “coisas”. Está descrito na Bíblia no livro do profeta Daniel, capítulo 1, dos versos 5 ao 15. Os jovens hebreus decidiram não se contaminarem com os alimentos da mesa do rei, optando por se alimentarem com apenas legumes e água. O texto de Daniel descreve o resultado final deste jejum.
b) O jejum parcial é aquele em que você se abstém dos alimentos, mas bebe água. Não podemos afirmar, mas possivelmente foi este o jejum que Jesus fez antes de ir ao deserto para ser tentado pelo diabo. Pois o texto bíblico afirma que Jesus teve “fome”, mas não faz referência a “sede”. Veja em Mateus 4:2.
c) No jejum absoluto o fiel se abstém de água e de alimentos. Esse é o tipo de Jejum mais comum, e foi utilizado por Moisés no monte Sinai. Veja no livro de Êxodo 34:28.
Devemos respeitar os limites do nosso corpo e não forçá-lo em demasia provocando com isso enfermidades ou até mesmo a morte. Pois Deus não aceita sacrifício de tolo, e melhor é obedecer do que sacrificar. Isso está escrito no livro de 1 Samuel 15:22.
O jejum geralmente começa a zero hora e vai até onde o corpo aguentar. Se só tens força para jejuar até às 10 horas da manhã, jejue, e não vá até às 12 horas. O cristão não pode tratar mal o seu corpo que é o templo do Espírito Santo. É importante ressaltar que o jejum é agradável a Deus quando não há murmuração. Se quando em jejum, começar os pensamentos de murmuração em relação a fome e a sede, então deve-se encerra-lo imediatamente. Seja sábio, prudente e Deus te dará vitória.
Bom, e quais os resultados que obtemos com o jejum? A Bíblia descreve várias situações reais em que o jejum foi aplicado.
Quando Israel estava para entrar na terra prometida, Deus abriu o rio Jordão milagrosamente para o povo passar. Veja como foi a convocação: "Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós." Josué 3:5.
Em Juízes 20:26-28, mostra que os israelitas venceram uma terrível guerra, após oferecerem um jejum a Deus.
Em Mateus 17:21, mostra que o jejum contribui para a santificação do crente e também o ajuda na luta para expulsar legiões de demônios.
A poderosa combinação de fé, oração e jejum, torna o crente uma potência no mundo espiritual, e isso se refletem no mundo físico. As nossas guerras são travadas no campo espiritual com poderosos efeitos no mundo material. Não lutamos contra pessoas! Lutamos contra o espírito do mal que está nas pessoas, e uma vez libertas, as pessoas mudam. Acreditamos na personificação do mal. O mal oprime, aprisiona, e escraviza. Jesus veio a este mundo desfazer as obras do diabo, e essa mesma autoridade ele também nos confiou.
Quando o crente confia no poder de Jesus e se propõe a orar e a jejuar, ele abala os céus e a terra, o inferno estremece e o nome de Jesus é glorificado.
Em nossa próxima aula, a de número 8, falaremos sobre a fé.
Este curso de discipulado é gratuito e sem fins lucrativos. Possui um total de 12 aulas, que estão disponíveis para download em nossa página web: bezaleel.com.br.
O pastor Bezaleel Campêlo compilou e escreveu este texto para auxiliar novos crentes.
Então Semeie a Palavra de Deus. Seja um evangelista. Diga: Senhor, eis me aqui. Envia-me a mim.
Que o Espírito Santo desça sobre ti, e fale melhor ao teu coração. A paz do Senhor!
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Baixe a postila em pdf, áudio e video.
Em Mateus 6:9-13, em resposta aos pedidos dos discípulos, Jesus lhes apresenta a oração modelo: "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!"
Em Mateus 21:22, Jesus afirma: “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis”.
Então, o que é uma oração? A oração é uma conversa. Diariamente conversamos com várias pessoas e através das palavras compartilhamos os nossos sentimentos, vontades, interesses e etc. Da mesma forma em que sentimos a necessidade de conversar com as pessoas, sejam elas conhecidas ou não, o nosso coração sente a necessidade de conversar com Deus, e compartilhar com ele as nossas dores e anseios, pois no íntimo sabemos que ele é o amigo fiel.
Deus gosta e quer conversar com todos os seres humanos. Ele tem o interesse em saber por nossos lábios como foi o nosso dia, pois muito anela pela nossa amizade. Embora ele saiba exatamente de todas as coisas e nada escapa aos seus olhos, ele deseja ouvir da nossa boca a nossa versão e percepção da história. Enquanto nós falamos, ele sente as nossas emoções, se alegra conosco e cura as feridas da alma. É muito bom ser amigo de Deus, pois ele nos entende, nos sustenta e nos fortalece plenamente. Quando o fiel ora, ele está falando diretamente com Deus, o Pai de toda a criação. Toda oração deve ser dirigida ao Pai e somente ao Pai. É dele que vêm as bênçãos que precisamos. Jesus veio a este mundo nos falar do Pai, e enquanto esteve aqui, só falava do Pai.
Jesus é mediador entre Deus e os homens. Por isso toda oração dirigida ao Pai, deve ser feita em o nome de Jesus. Deus não ouve nenhuma oração que não seja por intermédio de Jesus. Veja um exemplo de como aplicar esta verdade em sua oração. Comece a tua oração assim: “Senhor meu Deus e Pai, venho a ti nesta oração por intermédio de Jesus…”. E ao finalizar tua oração, diga: “Estas são as bênçãos que te peço e já te agradeço em nome de Jesus. Amém!”. E outra coisa: em toda oração precisa haver o sincero pedido de perdão dos pecados, porque nós estamos sempre pecando e o pecado desperta a ira de Deus.
A oração deve ser sempre objetiva e não palavras ao vento. Quando conversamos com alguém com o objetivo de apenas bater papo, dificilmente obteremos plenamente a sua atenção e obviamente também não seremos levados a sério. Nada naquela conversa será levado a sério por ambas as partes. Da mesma forma quando conversamos com Deus, devemos ter uma conversa sadia, equilibrada e objetiva. Devemos compartilhar o nosso sentimento com Deus, abrir o nosso coração e falar sempre a verdade. Se existe alguém que pode nos ajudar, este alguém é o Senhor de toda a terra. Devemos chegar diante de Deus com toda a sinceridade e propósito no coração. Não podemos chegar diante dele, indecisos e sem saber o que realmente queremos. Abrindo a Bíblia Sagrada, lá na carta de Tiago, no capítulo 1, dos versos 5 ao 7, está escrito: "E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.". Portanto não há respostas para aquele que não sabe o que quer. Antes de falarmos com Deus devemos ter a nossa oração bem definida no coração, porém nada impede que se acrescentem palavras no decorrer da mesma. A oração não é a leitura de um texto formal, mas uma expressão do coração. A oração que Deus quer ouvir é aquela produzida cem por cento pelo coração.
Saiba que, ao orarmos, falamos com Deus, e se com fé temos a certeza de que ele nos ouve, então nossas orações são respondidas. Veja o que Jesus disse em primeira João 5:14-15: "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito."
Então, se já sabemos que o Pai nos ouve, o que poderia dar errado em nossa oração? Quais impedimentos poderiam surgir à nossa oração?
Quando falamos com Deus, a nossa oração corta o universo e sobe até o trono da graça. E até chegar lá, a oração enfrenta obstáculos poderosos, por isso a Bíblia nos adverte a insistir sempre na oração, e a orar sem cessar.
Não devemos pedir o mal ao próximo ou desejar a vingança. Você foi chamado para ser uma bênção, e também a amar, a perdoar o teu inimigo, e a proclamar a libertação aos cativos pelo pecado. Lembre-se de que o Senhor é o Justo Juiz citado em 2 Timóteo 4:8. E saiba que, o que se planta se colhe, como está escrito na carta aos Gálatas 6:7. Então, a tua oração só será ouvida se ela for com o propósito de manifestar a glória de Deus. Você pode orar para que em determinada situação a justiça seja feita, porém uma oração rancorosa e vingativa jamais será ouvida. Devemos pedir a Deus que limpe o nosso coração, pois a vingança pertence exclusivamente ao Senhor, e no seu devido tempo ele dará a devida paga ao opressor.
Devemos orar e vigiar e não provocar a ira de ninguém, pois Deus sabe de tudo e a tudo vê. Ele sabe quem provocou a situação. Saiba que o julgamento começa pela casa de Deus. Então, quando você pede para Deus julgar alguém, o primeiro a subir na balança da justiça de Deus será você mesmo. Então, ame mais.
Devemos ter fé e ousadia em nossas orações para reivindicar todas as bênçãos prometidas pelo Senhor, e que estão contidas nas Escrituras Sagradas. Porém, devemos entender a vontade soberana de Deus para as nossas vidas, e que nós somos criaturas e ele o Criador, nós somos servos e ele o Senhor. Não temos o direito de ofender o Criador porque os nossos pedidos não foram atendidos. Deus não nos deve nada, nós é que devemos tudo a ele. Devemos respeitar a vontade e o tempo de Deus. O Deus Altíssimo está assentado num alto e sublime trono, e não pode ser surpreendido por nada. É ele quem está no controle do tempo e das circunstancias, e o acaso não existe. Então siga os conselhos do apóstolo Pedro: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." 1 Pedro 5:7.
Os resultados que podes obter na oração dependem da tua fé e da vontade de Deus. A nossa vontade precisa estar alinhada com a vontade de Deus. Os planos de Deus são sempre os melhores, precisamos confiar nele. Por isso, ao fazermos as nossas petições, devemos pedir que o Senhor faça segundo a sua vontade e não a nossa. A vontade de Deus é sempre perfeita e agradável.
A Bíblia apresenta alguns resultados obtidos na oração. Vejamos:
Elias orou para que chovesse após três anos de seca, e choveu, e choveu muito. Ele orou diante de uma multidão para que descesse fogo do céu e o fogo desceu e consumiu o holocausto e a água ao redor do altar. Orou para que o filho da viúva ressuscitasse, e o menino ressuscitou.
O profeta Daniel pediu a Deus a interpretação do sonho de Nabucodonosor, e o Senhor lhe deu a interpretação. O ímpio rei Manasses implorou a Deus pela sua vida, e o Senhor, supreendentemente o ouviu e o livrou da morte certa. Surpreendente, porque Deus queria matar Manasses que muito lhe provocara a ira. A misericórdia de Deus é fantástica.
A humilhada e tristonha Ana pediu um filho a Deus, e o Senhor lhe abriu a madre, e lhe deu um filho profeta em Israel, o menino Samuel, que também teve vários irmãos.
Jesus vivia constantemente em oração e somente assim teve forças para cumprir o seu ministério e realizar por completo a obra da salvação consumada na cruz do calvário.
A oração torna crentes fracos, em gigantes diante de Deus. O Pai pôde e quer mudar a tua história, basta que você tenha fé e se aproxime dele com um coração sincero. Comece dedicando cinco minutos do teu dia a comunhão com o Deus Criador. Dobre os joelhos em reverencia a majestade divina e ore pela manhã ao acordar, ore em pensamento no caminho da ida e da volta do trabalho, ore sempre que o seu coração desejar. Mesmo em ambientes movimentados, apenas feche os olhos e mergulhe fundo na oração diante de Deus. Não se preocupe se as lágrimas caírem, pois é Deus curando o teu coração. Lembre-se, a alegria do Senhor é a nossa força.
Tenha o teu momento de gratidão ao final do dia, compartilhe com o Senhor tudo o que você viveu ao longo do dia e ele te fortalecerá. Ore em pé, ore de joelhos, ore de cócoras, ore com o rosto em terra, ore em pensamento, ore a viva voz, ore, ore e ore. Seja um crente de oração e verás o que Deus irá fazer em tua vida. Diz a letra de uma canção que, antigamente Deus operava mais, porque os crentes também oravam mais. Pouca oração, pouco poder. Muita oração, muito poder. Poder para fazer o inferno estremecer, para o milagre acontecer, para Deus mudar situações. A oração é uma arma que Deus colocou a disposição do cristão, então a use com fé, em qualquer dia, a qualquer hora e em qualquer lugar.
Há um ditado antigo que diz: “quando a oração para, o jejum prossegue”. O jejum é a continuidade da oração, sendo também uma arma importantíssima que Deus colocou à disposição da igreja, e é para ser usada com frequência e sabedoria.
Segundo o dicionário Aurélio, jejuar é “abster-se de algo” e o jejum é a “abstinência total ou parcial de alimentação em certos dias…” E também segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, jejum é a “Prática de não se alimentar por certo tempo. Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida e exclui a exibição. Em ocasiões especiais, a igreja seguindo o costume judaico, era convocada para jejuar”.
Então, qual a necessidade do jejum? Jejuamos quando encontramos barreiras onde a nossa oração parece não ter a eficácia necessária. Situações em que a oração por si só não apresenta resultados satisfatórios. Então nesses casos devemos lançar mão do jejum.
Há três tipos de jejum bíblico: o relativo, o parcial e o absoluto.
a) O jejum relativo é aquele em que você se abstém de algumas “coisas”. Está descrito na Bíblia no livro do profeta Daniel, capítulo 1, dos versos 5 ao 15. Os jovens hebreus decidiram não se contaminarem com os alimentos da mesa do rei, optando por se alimentarem com apenas legumes e água. O texto de Daniel descreve o resultado final deste jejum.
b) O jejum parcial é aquele em que você se abstém dos alimentos, mas bebe água. Não podemos afirmar, mas possivelmente foi este o jejum que Jesus fez antes de ir ao deserto para ser tentado pelo diabo. Pois o texto bíblico afirma que Jesus teve “fome”, mas não faz referência a “sede”. Veja em Mateus 4:2.
c) No jejum absoluto o fiel se abstém de água e de alimentos. Esse é o tipo de Jejum mais comum, e foi utilizado por Moisés no monte Sinai. Veja no livro de Êxodo 34:28.
Devemos respeitar os limites do nosso corpo e não forçá-lo em demasia provocando com isso enfermidades ou até mesmo a morte. Pois Deus não aceita sacrifício de tolo, e melhor é obedecer do que sacrificar. Isso está escrito no livro de 1 Samuel 15:22.
O jejum geralmente começa a zero hora e vai até onde o corpo aguentar. Se só tens força para jejuar até às 10 horas da manhã, jejue, e não vá até às 12 horas. O cristão não pode tratar mal o seu corpo que é o templo do Espírito Santo. É importante ressaltar que o jejum é agradável a Deus quando não há murmuração. Se quando em jejum, começar os pensamentos de murmuração em relação a fome e a sede, então deve-se encerra-lo imediatamente. Seja sábio, prudente e Deus te dará vitória.
Bom, e quais os resultados que obtemos com o jejum? A Bíblia descreve várias situações reais em que o jejum foi aplicado.
Quando Israel estava para entrar na terra prometida, Deus abriu o rio Jordão milagrosamente para o povo passar. Veja como foi a convocação: "Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós." Josué 3:5.
Em Juízes 20:26-28, mostra que os israelitas venceram uma terrível guerra, após oferecerem um jejum a Deus.
Em Mateus 17:21, mostra que o jejum contribui para a santificação do crente e também o ajuda na luta para expulsar legiões de demônios.
A poderosa combinação de fé, oração e jejum, torna o crente uma potência no mundo espiritual, e isso se refletem no mundo físico. As nossas guerras são travadas no campo espiritual com poderosos efeitos no mundo material. Não lutamos contra pessoas! Lutamos contra o espírito do mal que está nas pessoas, e uma vez libertas, as pessoas mudam. Acreditamos na personificação do mal. O mal oprime, aprisiona, e escraviza. Jesus veio a este mundo desfazer as obras do diabo, e essa mesma autoridade ele também nos confiou.
Quando o crente confia no poder de Jesus e se propõe a orar e a jejuar, ele abala os céus e a terra, o inferno estremece e o nome de Jesus é glorificado.
Em nossa próxima aula, a de número 8, falaremos sobre a fé.
Este curso de discipulado é gratuito e sem fins lucrativos. Possui um total de 12 aulas, que estão disponíveis para download em nossa página web: bezaleel.com.br.
O pastor Bezaleel Campêlo compilou e escreveu este texto para auxiliar novos crentes.
Então Semeie a Palavra de Deus. Seja um evangelista. Diga: Senhor, eis me aqui. Envia-me a mim.
Que o Espírito Santo desça sobre ti, e fale melhor ao teu coração. A paz do Senhor!
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